Comidas feitas em altas temperaturas podem causar infarto

Esses tipos de alimentos contêm excesso de gorduras trans, que fazem mal à saúde

Publicado em 23/11/2016

Bifes bem passados e comidas duplamente fritas sempre foram acusadas de fazerem mal à saúde. Agora, estudos podem comprovar melhor essa teoria. Segundo o periódico Nutrition, o hábito de comer refeições feitas em altas temperaturas aumentam o risco de doenças cardíacas.

Quando os alimentos são aquecidos até altas temperaturas, novos compostos são criados e alguns deles são conhecidos por serem prejudiciais à saúde. Isso não tem nada a ver com a fritura. É mais com o processo de cozimento, com a temperatura”, disse Raj Bhopal, professor de saúde pública da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e principal autor do estudo, ao site da revista Veja.

Quando a comida passa por esse processo, elas liberam compostos químicos chamados de contaminantes neoformados (NFCs, na sigla em inglês). E é aí que surge as chamadas gorduras trans, famosa por aumentar o risco de infarto.

Os estudos foram feitos nos habitantes das regiões do Paquistão, Índia, Butão, Maldivas e Sri Lanka, que têm o costume de cozinhar alimentos em óleos quentes a altas temperaturas. Dessa forma, concluiu-se que essa população têm um risco de doenças cardíacas quatro vezes maior do que a população em geral.

Na culinária indiana, por exemplo, as taxas de gordura trans são altíssimas. Isso porque os alimentos são envolvidos em fritura mais longa e mais profunda. Alguns dos petiscos indianos mais comuns como o jalebi – uma massa frita embebida em xarope de açúcar – tem, em média, 17% de gorduras trans, enquanto as samosas, um tipo de pastel indiano, têm 3,3% de gorduras trans.

Apesar dos resultados, pesquisadores concordaram que ainda é necessário mais investigações. Enquanto isso, o conselho é reduzir a temperatura na cozinha e evitar ferver óleos ou ingerir alimentos fritos constantemente.

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